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SULFATO FERROSO x FERRO ELEMENTAR

12/05/2017 - 12:31

Sulfato ferroso é o mesmo que ferro elementar?

Qual a diferença entre sulfato ferroso e ferro elementar?
            Sulfato ferroso é uma especialidade farmacêutica, ou seja, um medicamento, enquanto o ferro elementar é o princípio ativo.
            É descrito que as doses são estabelecidas em relação ao ferro elementar1,2,3,4,5,6(mol:55,845)1,2.
            O sulfato ferroso pode apresentar-se na forma de sal hidratado FeSO4.H2O (mol:278)1, contendo aproximadamente 20% de ferro elementar4,5,7 e na forma anidra (mol: 151,9)1,2, contendo aproximadamente 30%4,5,7 a 32,5%7 de ferro elementar.
            Teoricamente, para obter aproximadamente 40mg de ferro elementar, a apresentação deverá conter 200mg do sulfato ferroso heptaidratado (FeSO4.H2O) ou 133,33mg do sulfato ferroso anidro2,7.
            O tratamento de anemia ferropriva em neonatologia, é de 23-4mg/kg/dia3,8. Para pacientes pediátricos a dose varia entre 4 e 6mg/dia divididos em duas doses3,8. Já para pacientes adolescentes e adultos a dose de ferro elementar varia entre 60 e 240mg, que correspondem a 300 e 1200mg de sulfato ferroso8.
            Há também suplementação profilática de ferro para gestantes e puérperas (40mg de ferro elementar), além de 1mg/kg (ferro elementar) para crianças de 6 a 24 meses9.

 

            Para facilitar a dispensação, recomenda-se que a prescrição seja a partir do medicamento e não do ferro elementar.
Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli
Revisado por Farm.ª Tatiane da Silva Dal Pizzol
 
 
  1. SWEETMAN S. (Ed), Martindale: the complete drug reference. London: Pharmaceutical Press. Electronic version, Thomson MICROMEDEX, Greenwood Village, Colorado, USA. Disponível:http://www.thomsonhc.com/home/dispatch. Acesso em: 05/05/2017
  2. THE MERCK Index. 14.ed. Whitehouse Station: Merck , 2006.
  3. DRUGDEX® System. Thomson MICROMEDEX, Greenwood Village, Colorado, USA.Disponível em: http://www.thomsonhc.com/home/dispatch . Acesso em: 05/05/2017.
  4. DRUG Facts and Comparisons. 2014 Edition. St.Louis: Facts and Comparisons, 2013.
  5. MCEVOY, G. K. (Ed.) AHFS Drug InformationBethesda: ASPH, 2014.
  6. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010/Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
  7. SANTOS, L.; TORRIANI, M.S.; BARROS, E.Medicamentos na prática da farmácia clínica. Porto Alegre: Artmed, 2013.
  8. Programa Nacional de Suplementação de Ferro – Manual de Condutas Gerais, Ministério da Saúde. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_suplementacao_ferro_condutas_gerais.pdf. Acesso em: 11/05/2017.
  9. BRUNTON, Laurence L.; Chabner, Bruce A.; Knollmann, Björn C. (org). As bases terapêuticas de Goodmann& Gilman. 12.ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.

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