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INTERAÇÕES ENTRE ANTIMICROBIANOS E ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS

23/06/2017 - 09:04

Todos antimicrobianos reduzem o efeito dos anticoncepcionais hormonais?

           O uso concomitante de anticoncepcionais orais e antimicrobianos usados em infecções bacterianas é inevitável em determinadas situações. Por isso, para evitar PRMs (Problemas Relacionadas a Medicamentos), checamos as relações municipais de medicamentos (REMUME) dos municípios de Porto Alegre1, Gravataí2 e Santa Maria3, onde foram selecionados os antimicrobianos e hormônios anticoncepcionais para avaliação de interações em potencial.

            O cruzamento foi feito com os hormônios levonorgestrel, etinilestradiol, norestiterona e desogestrel e, com os antimicrobianos amoxicilina, ampicilina, azitromicina, cefalexina, ciprofloxacino, doxiciclina e sulfametoxazol + trimetoprima. 

            A amoxicilina pode alterar a flora intestinal, levando a uma menor reabsorção de estrogênio4,5,6,7. A amoxicilina interage de forma antagônica com os quatro hormônios avaliados4.

            Com a ampicilina é relatado uma taxa de falha contraceptiva de até 3%4, além de sangramentos súbitos4,6 e dores abdominais mais intensas4.

Para o uso de doxiciclina4,5,6,7 é relatado interação também para hormônios de baixa dose4.

As interações relatadas são secundárias4, de menor importância4,5,6. Mesmo assim, Durante o uso desses antibióticos, é recomendado o uso de outro método contraceptivo, por exemplo, preservativos4,5,6,7. No entanto, existem antimicrobianos que apresentam interações mais graves, como é o caso da  rifampicina, que requer o uso de outros métodos contraceptivos por 28 dias4.

            Para os demais antimicrobianos presentes nas REMUMEs avaliadas (azitromicina, cefalexina, ciprofloxacino e sulfametoxazol + trimetoprima) não é reportado informações sobre interações com os hormônios avaliados 4,5,6.

            Sempre que for preciso usar estes medicamentos, consulte seu médico e seu farmacêutico.

 

Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli

 Revisado por Prof. Tatiane da Silva Dal Pizzol

 

 

REFERÊNCIAS

1.             REMUME PORTO ALEGRE 2016. Disponívelem:http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/sms/usu_doc/remumearquivo24.11.16site.pdf. Acesso em: 21/06/2017.

2.             REMUME GRAVATAÍ 2016-2019. Disponível em:http://www.saude.rs.gov.br/upload/1471009389_PES%202016-2019%20-%2012%2008.pdf. Acesso em: 21/06/2017

3.             REMUME SANTA MARIA 2016. Disponível em: http://www.santamaria.rs.gov.br/saude/335-assistencia-farmaceutica. Acesso em: 21/06/2017.

4.             DRUG-REAX® System. MICROMEDEX® Truven Health Analytics. The Healthcare Business of Thomson Reuters. Disponível em: http://www.micromedexsolutions.com/home/dispatch. Acesso em: 21/06/2017.

5.             TATRO, D. S. (Ed.). Drug Interaction Facts 2015: the authority on drug interactions. St. Louis: Facts & Comparisons, 2015.

6.             MCEVOY, G. K. (Ed.) AHFS Drug Information. Bethesda: ASPH, 2014.

7.             DRUG Facts and Comparisons. 2014 Edition. St.Louis: Facts and Comparisons, 2013.

8.             SNOKE, J. et al. Drug Information Handbook. 23. ed. Hudson: Lexi-comp, 2014.

 

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